Novo salário mínimo terá impacto de R$ 26,9 bi na Previdência, diz Dieese

Fonte: G1

Aumento vai injetar R$ 57 bilhões na economia. Mínimo de R$ 880 entra em vigor em 1º de janeiro.

Estudo do Dieese mostra que com o novo valor do salário mínimo de R$ 880, que entra em vigor no dia 1º de janeiro, o impacto do aumento nas contas da Previdência significará custo adicional ao ano de cerca de R$ 26,9 bilhões.

De acordo com o Dieese, o peso relativo da massa de benefícios equivalentes a até 1 salário mínimo é de 49% e corresponde a 69,2% do total de beneficiários.

“O acréscimo de cada R$ 1 no salário mínimo tem impacto estimado de R$ 293,04 milhões ao ano sobre a folha de benefícios da Previdência Social”, informa o Dieese.

Segundo estimativa do Dieese, 48,3 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo, sendo 22,5 milhões de beneficiários do INSS, 13,4 milhões de empregados, 8,1 milhões de autônomos, 3,9 milhões de trabalhadores domésticos e 169 mil empregadores. Assim, serão injetados R$ 57 bilhões na economia e R$ 30,7 bilhões serão o incremento na arrecadação tributária sobre o consumo.

No caso dos beneficiários da Previdência que recebem até 1 salário mínimo, o aumento de R$ 92 injetará R$ 26,9 bilhões na economia e o incremento na arrecadação tributária será de R$ 14,5 bilhões, segundo o Dieese. 

No caso dos trabalhadores domésticos, o incremento na economia será de R$ 4,7 bilhões.

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Aumento real
Segundo a entidade, o aumento real do salário mínimo desde 2002 foi de 77,35%. Há 13 anos, o salário mínimo era de R$ 200.

Considerando a série histórica do salário mínimo e trazendo os valores médios anuais para reais de 1º de janeiro de 2016 após serem devidamente deflacionados por projeção, o valor de R$ 880, em 1º de janeiro de 2016, é o maior valor real da série das médias anuais desde 1983, diz a entidade.

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Setor público
No setor público, segundo o Dieese, o número de servidores que ganha até 1 salário mínimo é pouco expressivo nas administrações federal e estaduais. Já nas administrações municipais, a participação desses servidores é maior, especialmente no Nordeste. “Quando se observa o impacto do aumento de 11,68% sobre o salário mínimo na massa de remuneração dos trabalhadores  do setor público, verifica-se a mesma tendência: maior impacto nas administrações municipais no Nordeste e Norte”, diz o Dieese.

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Cesta básica
Com o valor do salário mínimo em R$ 880 e a cesta básica de janeiro estimada em R$ 412,15, o salário mínimo terá então um poder de compra equivalente a 2,14 cestas básicas (cesta básica calculada pelo Dieese).

Segundo o Dieese, na série histórica da relação entre as médias do salário mínimo anual e da cesta básica anual, verifica-se que a quantidade de 2,14 cestas básicas é a maior registrada nas médias anuais desde 1979.

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Reajuste: Salário mínimo será de R$ 880 em 2016

Fonte: Ministério da Previdência

Ministro do Trabalho e Previdencia Social Miguel RossettoDa Redação (Brasília) – A Presidenta da República, Dilma Rousseff, assinou nesta terça-feira (29) decreto fixando em R$ 880,00 o valor do salário mínimo que entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2016. O reajuste agrega à inflação do período uma valorização real, relacionada ao índice de produtividade da economia brasileira, e beneficia diretamente 48 milhões de trabalhadores e aposentados, urbanos e rurais, de todo o Brasil.

O novo aumento dá continuidade à política de valorização do salário mínimo, formalizada por Lei em 2007, que garantiu um aumento real de 76% no seu valor entre 2003 e 2015. Em 2016, segundo dados do Dieese, o reajuste representará um incremento de renda na economia brasileira de R$ 51,5 bilhões.

Já o aumento para os beneficiários da Previdência Social que ganham acima do salário mínimo será calculado pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano de 2015, percentual divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em de janeiro de 2016.

Segundo o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, o Brasil é um dos poucos países que assegura a valorização do salário mínimo. “Diante do cenário econômico adverso que enfrentamos hoje, essa é uma boa notícia para começar o ano. O governo federal continuará investindo na valorização do salário mínimo nos próximos anos, uma condição importante para a retomada do crescimento da economia, garantindo emprego e renda e preservando o poder de compra da população”, afirmou Rossetto. (Ascom/MTPS)

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Governo vai enviar proposta de reforma da previdência no 1º semestre de 2016

Fonte: Rádio Senado /  Paula Groba

Transcrição LOC: O GOVERNO JÁ ANUNCIOU QUE VAI ENCAMINHAR AO CONGRESSO UMA PROPOSTA COM ALTERAÇÕES NA PREVIDÊNCIA SOCIAL, NO PRIMEIRO SEMESTRE DE 2016.

LOC: MUDANÇAS NOS CRITÉRIOS DA IDADE MÍNIMA PARA APOSENTADORIA ESTÃO EM ANÁLISE. O TEMA É POLÊMICO E AINDA NÃO É CONSENSO ENTRE OS SENADORES. OUÇA OS DETALHES COM A REPÓRTER PAULA GROBA.

(Repórter) O novo ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, já anunciou que o governo deve enviar ao Congresso, no início de 2016, uma proposta que modifica as atuais regras da Previdência Social. Entre as alterações, o governo estuda mudanças na idade mínima para a aposentadoria. Uma das opções é alterar a idade mínima periodicamente, de acordo com as mudanças demográficas. A reforma da Previdência foi pontuada pelo ministro como uma das mais urgentes, seguida da reforma tributária. Na avaliação do ex-ministro da Previdência e senador Garibaldi Alves Filho, do PMDB do Rio Grande do Norte, não há mais como manter o atual regime em vigor no país.

(Garibaldi Alves Filho) São pouquíssimos os países que não têm idade mínima. O Brasil não pode de maneira nenhuma deixar de adotar isso. Como ministro da Previdência, eu fui ver a necessidade da adoção dessa medida, mas infelizmente não houve ambiente e eu terminei não levando à frente essa proposta. A previdência já passou por reformas que não foram suficientes. Antes se falava em longo prazo, agora esse prazo está encurtando e nós não poderemos se ver diante da situação de outros países que chegaram a cortar benefícios.

(Repórter) Já o senador Paulo Paim, do PT do Rio Grande do Sul, diz que as mudanças podem representar um retrocesso nos direitos dos trabalhadores.

(Paulo Paim) O termo certo não é reforma. O termo certo é “vamos retirar direitos dos aposentados, pensionistas e daqueles que vão se aposentar. Nós terminamos de fazer uma reforma da previdência. Foi permitida lá a fórmula 85/95, ali já está a idade mínima. Nós de novo vamos partir pra sangrar, pra retirar daqueles que são os mais pobres, que é o regime geral da previdência. Eu não acredito que isso passe no Congresso.

(Repórter) O governo, no entanto, espera a aprovação da mudança no Congresso. O ministro Nelson Barbosa acredita que há um “consenso crescente” da classe política e dos trabalhadores sobre a necessidade de inclusão do critério de idade na concessão de aposentadorias.

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O FAP de portas abertas para você. Faça-nos uma visita

O Fundo de Aposentadoria e Pensões de Santo Antônio de Pádua – FAP – disponibiliza ao cidadão total acesso às informações do Instituto e abre as portas para uma participação ativa da população.

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O cidadão também pode entrar em contato conosco através do nosso e-mail [email protected] ou pelo telefone (22) 3851-0077. Faça uma sugestão, reclamação ou crítica e iremos atender sua reivindicação.

ATENÇÃO: o Conselho Administrativo possui livro de atas para deliberar sobre as questões de interesse do FAP… Lei-as aqui no site clicando aqui. Todas as publicações sobre atos bem como os balancetes, receitas e despesas, aplicações, entre outros são periodicamente publicadas no neste site onde o cidadão pode salvar, imprimir e analisar.

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Governo deixa reforma da Previdência para o ano que vem

POR O GLOBO

Ministerio do Trabalho e PrevidenciaA reforma da Previdência, apontada por especialistas como prioritária para as contas públicas, foi colocada em segundo plano pelo governo. Na semana passada, o secretário especial do Trabalho, José Lopez Feijó, enviou uma carta às centrais sindicais, informando que todas as reuniões do fórum criado pelo Executivo para discutir o tema estão suspensas. No texto, Feijó alega que motivo é o “processo de transição” oriundo da reforma ministerial, e agradece a compreensão.

O assunto foi discutido na quinta-feira à noite em uma ampla reunião no Palácio do Planalto, com os ministros das áreas envolvidas; o chefe da Casa Civil, ministro Jaques Wagner; e a presidente Dilma Rousseff. Segundo um interlocutor, o governo não tem ainda um modelo definido, e, por isso, a reforma só deverá ser tocada no próximo ano.

As maiores centrais (Força Sindical, CUT e UGT) não concordam com a fixação de uma idade mínima e não escondem o desinteresse pelo fórum. A medida é considerada fundamental para fazer com que os trabalhadores adiem o pedido de aposentadoria e, com isso, ajudem a elevar o tempo de contribuição e a arrecadação para a Previdência. Os dirigentes sindicais confidenciam que ouviram do ministro do Trabalho e Previdência, Miguel Rossetto, que ele também tem opinião contrária à fixação da idade.

— O fórum está praticamente parado. Até agora, o governo não apresentou nenhuma proposta para a Previdência. Foi pela imprensa que ficamos sabemos da ideia de fixar idade mínima, e nós não concordamos. Já falamos com o ministro Rossetto, e ele nos disse de forma reservada que também não concorda — disse João Inocentini, presidente licenciado do Sindicato Nacional dos Aposentados, ligado à Força Sindical. — Não vejo problema em sairmos do fórum. Até porque achamos que as mudanças no fator previdenciário melhoram as contas da Previdência.

O Brasil é um dos poucos países que não exigem idade mínima para se aposentar, apenas tempo de contribuição (30 anos para mulheres e 35 anos para homens). Com isso, as pessoas se aposentam cedo — a idade média ao requerer o benefício é de 54 anos. Isso torna o sistema insustentável, diante das mudanças na demografia, com o envelhecimento da população e cada vez menos trabalhadores ativos para sustentar os aposentados.

Para o pesquisador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Marcelo Caetano, quanto mais o governo adiar o enfrentamento do problema, mais dura terá que ser a reforma, afetando ainda mais os trabalhadores que já estão no mercado e prestes a se aposentar. Haverá cada vez menos possibilidades de regras de transição, explicou.

— É como uma casa com problemas. É melhor prevenir e fazer a reforma, ou esperar a casa cair? — comparou Caetano.

Em 2016, os gastos ficarão na casa de meio milhão de reais e sem receitas suficientes; o déficit está estimado em quase R$ 125 bilhões. Significa que o governo deixará de investir em áreas prioritárias, como Saúde e Educação, para cobrir o rombo, que já está em trajetória explosiva.

O presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Ricardo Patah, disse que as entidades querem discutir com o governo medidas para estimular o retorno do crescimento da economia e da geração de empregos. Ele destacou que as três centrais estão buscando apoio dos empresários e vão se reunir em São Paulo no início de dezembro, para fechar um conjunto de propostas que será levado ao governo.

— Estamos correndo por fora. A nossa preocupação não é a Previdência, é com os empregos. Não podemos assistir à crise de braços cruzados — destacou.

— Nosso entendimento é que a reforma da Previdência não é prioritária. Sabemos que temos problemas, mas essa discussão não pode ser goela abaixo, no afogadilho, sem compreensão — completou o secretário geral da CUT, Sérgio Nobre.

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MINISTÉRIOS TÊM PROPOSTAS DIVERGENTES

As áreas do governo envolvidas com a questão da Previdência não se entendem. Cada uma tem a sua proposta, como definiu uma fonte ligada às discussões. Enquanto o Ministério da Fazenda insiste na fixação de uma idade mínima gradual em torno de 65 anos para todos os trabalhadores, o da Previdência, segundo fontes, quer que a medida valha só para quem ainda for ingressar no mercado de trabalho — o que faria com que os efeitos nas contas públicas demorem mais de 30 anos.

Já no Ministério do Planejamento, ganha força a ideia de aprimorar a regra do fator 85-95 (que será gradual até atingir 90/100), mas como uma forma de acesso à aposentadoria, e não apenas como forma de cálculo, como acontece hoje.

Se essa proposta for aprovada pelo Congresso, os trabalhadores serão obrigados a completar 85/95 para pedir a aposentadoria (a soma da idade e do tempo de contribuição no caso das mulheres precisaria chegar a 85 anos; no caso dos homens, a 95 anos).

Hoje, quem atinge o tempo de contribuição (30 anos no caso das mulheres e 35 anos no dos homens) pode se aposentar, com um benefício menor. Uma mulher que começou a trabalhar aos 16 anos, por exemplo, pode requerer o beneficio aos 46. Pela nova regra, que já está valendo, se ela adiar a aposentadoria por mais cinco anos, por exemplo, poderá receber o benefício integral. A ideia do Planejamento é que os 85 pontos seriam obrigatórios para simplesmente pedir o benefício, e não para recebê-lo de forma integral.

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CONSENSO É META DISTANTE

Embora seja necessário alterar a Constituição, os defensores da proposta creem que há a possibilidade de aprovar a mudança no Congresso, porque o princípio da fórmula do fator já está sacramentado. A avaliação é que a medida tem potencial para ganhar apoio dos sindicalistas e ajudaria a equilibrar as contas da Previdência, com a postergação da aposentadoria.

— Não vai ser fácil aprovar nenhuma proposta no Congresso. Mas o fator 85/95 já está consolidado — disse uma fonte do governo.

Segundo essa fonte, o governo tem convicção de que não obterá consenso no fórum. A intenção das áreas envolvidas é fechar a proposta, apresentá-la à presidente Dilma Rousseff e enviá-la ao Congresso. O texto com as mudanças nas regras será apresentado ao fórum, mas só sinalizará que o governo abriu a discussão. O fórum foi criado há quase sete meses; até agora, somente uma reunião foi realizada, com a presença de todos os ministros das áreas

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Fonte: Blog da Previdência Já

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